quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A CULPA

A CULPA

(Jorge Du Peixe)


Quando se tem o Jogo na Mão é mais fácil

Quanto Poder

O Original não morre falso

Difícil é no Peito matar um míssil e escapar em silêncio do Vício

.Um Sorriso em Desespero disse que a inocência se foi

Já lhe disseram que a culpa lhe cai bem

Quantos Crimes são precisos, se a inocência se foi?





mandada pelo Rodrigão

sábado, 27 de outubro de 2007

Tem livro novo da Maria Tereza aí gente !

SESC POMPÉIA CONVIDA PARA O ESPETÁCULO “NEGRICES EM FLOR”
Espetáculo com literatura, música e dança lançando o livro "Negrices em Flor", Poesia e Desenho, de Maria Tereza. Este singelo livro trata de questões femininas e da negritude. A autora procura de si e comunica seus espelhos de dentro, na busca de prosas e labirintos com seus leitores. Lançamento pela Edições Toró, selo independente, que edita a literatura quilombola paulistana há dois anos. O evento contará com participações de Beth Belli e Nega Duda (Bloco Afro Ilu Oba De Mim), Vítor da Trindade, os dançarinos Matheus Subverso e Jefferson Fleming (Posse SUATITUDE) , mais a dançarina Luli Ramos (Cia. Abieié). Versando e cantando o livro, se apresentarão Paula Pretta e a própria autora Maria Tereza
Choperia. Grátis
Dia 28/10 Domingo, 18h.
SESC Pompéia


leiala http://poetasnauticos.spaces.live.com/

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sid Barrett :

Bike

I’ve got a bike
You can ride it if you like
It’s got a basket
A bell that rings
And things to make it look good
I’d give it to you if I could
But I borrowed it

You’re the kind of girl that fits in with my world
I’ll give you anything
Everything if you want things

I’ve got a cloak
It’s a bit of a joke
There’s a tear up the front
It’s red and black
I’ve had it for months
If you think it could look good
Then I guess it should

You’re the kind of girl that fits in with my world
I’ll give you anything
Everything if you want things

I know a mouse
And he hasn’t got a house
I don’t know why
I call him Gerald
He’s getting rather old
But he’s a good mouse

You’re the kind of girl that fits in with my world
I’ll give you anything
Everything if you want things

I’ve got a clan of gingerbread men
Here a man
There a man
Lots of gingerbread men
Take a couple if you wish
They’re on the dish

You’re the kind of girl that fits in with my world
I’ll give you anything
Everything if you want things

I know a room full of musical tunes
Some rhyme
Some ching
Most of them are clockwork
Let’s go into the other room and make them work

Passeio ciclístico em cenário de ficção-científica pós-apocalíptica ou O USO POLÍTICO DA BICICLETA, ou melhor,

BICICLETA OU BARBÁRIE

resolvi ir de bicicleta para fazer tai-chi-chuan com as velhinhas do Itaim
do Butantã até lá dá uns 7 quilômetros e meio medidos na régua do Google Earth

o passeio é agradável, passando pelos bosques do Instituto das cobras
margeando a USP e pegando um retão no calçadão das alamedas do Jockey Club

até que você tem que atravessar o Rio Pinheiros pela ponte Cidade Jardim (que ironia)

muitos carros acelerados estressados se arrastando parados jogando fumaça de combustível fóssil no seu nariz

e a visão do grande e belo Rio
Pinheiros ( que deve ter sido um dia) transformado em um imenso esgotão a céu aberto de cor de chumbo com estranhas bolhas globulado aqui e ali

tem ou não tem algo muito errado aí

mando então este texto que encontrei no revolucionário, rizomático e mutante site www.rizoma.net onde muitos outros podem ser achados

O USO POLÍTICO DA BICICLETA, ou melhor,
BICICLETA OU BARBÁRIE

de
Liberato Bari e Graziano Predielis

no link, http://www.rizoma.net/interna.php?id=165&secao=mutacao

aí tem o texto inteiro inclusive com analise das contra-indicções ponto a ponto
do trecho que mando abaixo

DIZEM QUE: "OS MEIOS, AO FINAL DAS CONTAS, SÃO SÓ MEIOS". QUERIA DIZER: "OS MEIOS, AO FINAL DAS CONTAS, É TUDO".
M.K. Gandhi

Porquê a bicicleta

À primeira vista pode parecer um tanto bizarro que um meio de transporte possa ser ligado a alguma forma específica de ativismo político: estamos muito acostumados a associar a bicicleta com competições esportivas ou aos tranqüilos passeios perto de casa ou àquela imagem da mulher caseira que se move no centro da cidade com as compras no cestinho. Mas a realidade, como sempre, se perde com a análise superficial.

Já nos colocamos o problema do que é "político", quais categorias de pensamento e ação podem ser definidas como "políticas" e quais não. Certamente não se desconhece que "política" seja um termo que etimologicamente refere-se à polis, à cidade. Sendo assim, interessar-nos por um meio de transporte urbano deveria ser natural em um contexto onde, através da análise geral do "pensar globalmente" se une, a rigor, a uma prática vivida no concreto do "agir localmente".

A bicicleta é um meio de transporte com qualidades incríveis: é ecológica e eco-compatível, sem emissões poluentes (gasosas ou sonoras ou luminosas) facilmente reparável com poucos meios e com poucas despesas; não danifica os recursos não renováveis do planeta que nos hospeda; permite-nos cobrir distâncias rapidamente; é capaz de manter o corpo saudável – no mesmo mundo no qual a indústria alimentícia leva à obesidade uma parte da população, enquanto o liberalismo reduz à miséria a parte restante.

As contra-indicações são na maior parte das vezes contadas somente por quem mantém uma posição de defensor intransigente da imutabilidade da atual fase de desenvolvimento industrial baseada no automóvel (e conseqüentemente sobre a exploração das jazidas de petróleo e a manutenção das áreas geo-políticas de interesse sob o controle político/militar por parte dos países mais industrializados):

- A respiração acelerada do ciclista favorece à absorção de gases poluentes produzidos nas cidades;

- É um meio perigoso em caso de acidentes;

- Pessoas doentes ou deficientes físicos não podem utilizar bicicletas;

- É um meio que permite só deslocamentos curtos;

- É um meio lento;

- Não permite levar cargas;

- É muito exposto às intempéries.


outro trecho legal é a história dos provos em A Tradição da Bicicleta nos movimentos

Provos

Nascidos em 1965 em Amsterdam do encontro de várias personalidades excêntricas e revolucionárias, devem o seu nome à abreviação do termo "provocação". Na formação política destes se uniam o anarquismo e o situacionismo (acolhido porém sem o dogmatismo que distinguiu a Internacional Situacionista) e também a atenção para o urbanismo e a sociologia que liam com um viés radical e inovador.
Se é objetivamente difícil resumir as idéias do Provos visto a falta de "órgão central" ou oficialidade da qual tomar como referência, como quer que seja, é possível definir que a análise de onde partiram era baseada sobre o entendimento de que as massas populares em uma nação rica (no caso deles, os Países Baixos) não são certamente revolucionárias, ao contrário, – sonolentas – e aceitam o poder e o status quo, isso quando não são diretamente conservadoras e reacionárias. Sendo assim, não existe nenhum "proletariado" do qual tomar como referência, nem alguma revolução à ser feita. O desejo revolucionário dos jovens para uma mudança ou para a quebra dos esquemas constituídos, deveria encontrar, segundo eles, um percurso autônomo de realização, fora dos velhos esquemas políticos.
A visão do mundo da parte dos Provos era portanto aquela de quem se move "como um ciclista em auto-estrada", avesso ao próprio mundo que não reconhecem. Só a provocação e o escárnio facilitariam a transformação da sociedade autoritária em uma libertária, ou ao menos mais libertária. Uma diferente visão das coisas, da realidade, poderia ser transmitida com embustes e zombando as autoridades, em primis, a política local. Em Amsterdam o rei ficou nú bem antes de 1968 graças aos Provos e aquela que eles definiam como "a ação do provotariado". O "Plano das Bicicletas Brancas" nasce neste contexto: tratava-se de distribuir milhares de bicicletas pintadas de branco pela cidade, convidando todos a usá-las e deixá-las sempre sem cadeado, de modo que qualquer pessoa que necessitasse de uma bicicleta para locomover-se, bastava apanhar a primeira que encontrasse. Deste modo se criava um contraste seja com o mundo do automóvel, seja com o princípio da propriedade privada. Tendo em vista o enorme sucesso do plano das bicicletas brancas, a policia apreendeu todas com a desculpa de "instigação ao furto". A propriedade, quando é coletiva, põe medo sempre às autoridades. Os Provos reagiram colorindo de branco também algumas bicicletas em dotação à policia...


terça-feira, 2 de outubro de 2007

Minha arte maior

Dia da Arte e da Poesia 22 de setembro de 2007

Abaixo está a produção do Dia da Arte e da Poesia de 22 de setembro de 2007

A Cla inspirada e encomendada pela Fumi fez um hai-kai. Alice fez dois poemas.
O Felipe, o Chico e a Alice fizeram esculturas em bisqui.
Cla, Adriana, Ale, Felipe, Beto, Alice e Raquel pintaram, desenharam, recortaram e colaram.
A Rosa e o Tico-tico não pintaram porque são bebês, mas logo, logo ...
A Artionka e o Antonio pintaram por aqui.
O Beto trouxe o violão, Adriana cantou, Ale tocou bandolim e percussão.
A Teca mandou um poema do Leminski e o Rodrigão mandou uma letra de Zé Rodrix, "Jesus Numa Moto", reproduzidos abaixo
O Daniel Seda postou um vídeo-clipe que ele fez de uma música do Álvaro Faleiros

Leia, veja, ouça, curta, comente
Escreva, desenhe, pinte, publique

Que venha o próximo Dia da Arte e da Poesia !
Sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora

Calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa

Paulo Leminski

Jesus Numa Moto

Jesus Numa Moto

Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue
Dando ordens a quem não sabe
Obedecendo a quem tem

Só espero a hora
Nem que o mundo estanque
Prá me aproveitar do conforto
De não ser mais ninguém

Eu vou virar a própria mesa
Quero uivar numa nova alcatéia
Vou meter um "Marlon Brando" nas idéias
E sair por aí

Prá ser Jesus numa moto
Che Guevara dos acostamentos
Bob Dylan numa antiga foto
Classius Clay antes dos tratamentos
John Lennon de outras estradas
Easy Rider, dúvida e eclipse
São Tomé das letras apagadas
E Arcanjo Gabriel sem apocalipse

Nada no passado
Tudo no futuro
Espalhando o que já está morto
Pro que é vivo crescer

Sob a luz da lua
Mesmo com sol claro
Não importa o preço que eu pague
O meu negócio é viver

Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela...

O vestido de Suzana

O vestido de Suzana

O vestido de Suzana é
muito bonito
o vestido de Suzana é
rosa colorido

O vestido de Suzana é
bordado colorido
o vestido de Suzana é
todo florido

Mas quando anoitece,
Suzana tira o vestido,
e vai dormir,
sonha com seu vestido
rosa colorido
bordado florido

Alice

Hai-kai

A brisa leva a folha
o tronco
espera o tempo


Clarissa

Minha mãe querida

Minha mãe querida

Minha mãe querida
tão grande
tão engraçadinha
tipos assim, palhaça !

Alice


A boneca da boneca
Alice


Boneco de Neve Cowboy de Brokeback Mountain
Felipe


Caracol com chapéu
Chico


Os vizinhos
Chico

Estrela
Adriana

Tico-tico visitando a Rosa
Alice

Sem Título
Alice

Sem Título
Raquel

Sem Título
Raquel

Fada
Alice

Sem Título
Beto

Brinco de Princesa
Adriana

Flor
Felipe

Flor
Chico

Móbile
Clarissa

Surfando na Aurora Boreal
Ale

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Eu Vi - Álvaro Faleiros



:)

(videoclipe da música Eu Vi, do poeta Álvaro Faleiros by daniel seda)

sábado, 26 de maio de 2007

Jardim Botânico

à beira do lago das ninféias
palmeiras orquídeas xaxim
aqui eu até esqueço de mim

Alice Magalhães Ribeiro

Jardim Botânico de São Paulo
26 de maio 2007

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Poesia e mendicidade

Castro Alves

(No álbum da Exma। Sra. D. Maria Justina Proença Pereira Peixoto)

I

Senhora! A Poesia outrora era a Estrangeira,
Pálida, aventureira, errante a viajar,
Batendo em duas portas - ao grito das procelas -
Ao céu - pedindo estrelas, à terra - um pobre lar!

Visão - de áureos lauréis - porém de manto esquálido,
Mulher - de lábio pálido - e olhar - cheio de luz.
Seus passos nos espinhos em sangue se assinalam...
E os astros lhe resvalam - à flor dos ombros nus ...

II

Olhai! O sol descamba... A tarde harmoniosa
Envolve luminosa a Grécia em frouxo véu.
Na estrada ao som da vaga, ao suspirar do vento,
De um marco poeirento um velho então se ergueu.

Ergueu-se tateando... é cego... o cego anseia...
Porém o que tateia aquela augusta mão?
Talvez busca pegar o sol, que lento expira!...
Fado cruel... mentira!... Homero pede pão!

III

Mas ai! volvei, Senhora, os vossos belos olhos
Daquele mar de abrolhos, a um novo quadro! olhai!
Do vasto salão gótico eu ergo o reposteiro...
o lar é hospitaleiro... Entrai, Senhora, entrail

Estamos na média idade. Arnês, gládio, armadura
Servem de compostura à sala vasta e chá.
A um lado um galgo esvelto ameiga e acaricia
A mão suave, esguia - à loura castelã.

Vai o banquete em meio... O bardo se alevanta
Pega da lira... canta... uma canção de amor...
Ouvi-o! Para ouvi-lo a estrela pensativa
Alonga pela ogiva um raio de languor!

Dos ramos do carvalho a brisa se debruça...
Na sala alguém soluça... (amor, ou languidez?)
Súbito a nota extrema anseia, treme, rola...
Alguém pede uma esmola... Senhora, não olheis!...

Assim nos tempos idos a musa canta e pede...
Gênio e mendigo... vede... o abismo de irrisões!
Tasso implora um olhar! Vai Ossian mendicante...
Caminha roto o Dante! e pede pão Camões.

IV

Bem sei, Senhora, que ao talento agora
Surgiu a aurora de uma luz amena.
Hoje há salário p'ra qualquer trabalho,
Cinzel, ou malho, ferramenta ou pena!

Melhor que o Rei sabe pagar o pobre
Melhor que o nobre - protetor verdugo -
Foi surdo um trono... à maior glória vossa...
Abre-se a choça aos Miseráveis de Hugo.

Porém não sei se é por costume antigo,
Que inda é mendigo do cantor o gênio.
Mudem-se os panos do cenário a esmo
O vulto é o mesmo... num melhor proscênio ...

V

Hoje o Poeta - caminheiro errante,
Que tem saudade de um país melhor
Pede uma pérola - à maré montante,
Do seio às vagas - pede - um outro amor.

Alma sedenta de ideal na terra
Busca apagar aquela sede atroz!
Pede a harmonia divinal, que encerra
Do ninho o chilro... da tormenta a voz!

E o rir da folha, o sussurrar da fala,
Trenos da estrela no amoroso estio.
Voz que dos poros o Universo exala
Do céu, da gruta, do alcantil, do rio!

Pede aos pequenos, desde o verme ao tojo,
Ao fraco, ao forte. . . - preces, gritos, uivos ...
Pede das águias o possante arrojo,
Para encontrar os meteoros ruivos.

Pede à mulher que seja boa e linda
- Vestal de um tipo que o ideal revela...
Pois ser formosa é ser melhor ainda...
Se és boa - és luz... mas se és formosa - estrela...

E pede à sombra p'ra aljofrar de orvalhos
A fronte azul da solidão noturna.
E pede às auras p'ra afagar os galhos
E pede ao lírio p'ra enfeitar a furna.

Pede ao olhar a maciez suave
Que tem o arminho e o edredon macio,
O aveludado da penugem d'ave,
Que afaga as plumas no palmar sombrio.

E quando encontra sobre a terra ingrata
Um reverbero do clarão celeste,
- Alma formada de uma essência grata,
Que a lua - doura, e que um perfume veste;

Um rir, que nasce como o broto em maio;
Mostrando seivas de bondade infinda,
Fronte que guarda - a claridade e o raio,
- Virtude e graça - o ser bondosa e linda ...

Então, Senhora, sob tanto encanto
Pede o Poeta (que não tem renome)
- Versos - à brisa pra vos dar um canto...
Raios ao sol - p'ra vos traçar o nome! ...

Dia nacional da poesia

  • Rejane Miranda
  • 14/03/2007, 12:18


Todo dia é dia de poesia. Em todos os cantos do mundo, em todo os momentos,há alguém evocando sensações, impressões e emoções por meio de sons e ritmos harmônicos.
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
Hoje é considerado o Dia Nacional da Poesia pois foi nesta data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves. Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador em 06 de julho de 1871, com apenas 24 anos. Ele escreveu poesias importantes como “Navio Negreiro” e, não à toa, ficou conhecido como poeta dos escravos. Por ser um dos grandes expoentes da poesia romântica no Brasil é que Castro Alves é homenageado até hoje.
A poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz que o artista cria um outro mundo “mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”.
Para outros, a arte literária nem sempre recria. É o caso de Aristóteles, filósofo-grego que afirmava que “a arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”. Geralmente a expressão “poesia” se aplica à estrutura de texto em versos. Os versos são as “linhas” do poema. Um conjunto de versos forma uma estrofe.

"O livro caindo na alma/ é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar" - Castro Alves


"Há 10 tipos de pessoas no mundo: os que conhecem código binário, e os que não." - Geek desconhecido